{"time":1790968454875,"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"No @organic.festival , tudo acontece com os pés na areia, no mangue ou na beira do mar.
Pia León conecta arte e conhecimento com sua cozinha-laboratório. Marcel Leite e Kaywa Hilton valorizam o pescado local que chega pelas mãos dos pescadores. Thomas Scarbua fala da experiência com uruçus-amarelas junto às árvores nativas da Mata Atlântica. Rafa Brito, da Slow Bakery, fala de levain de território, batizado no Rio como “Lactobacillus cariocas”. E Roberta Sudbrack juntou todos em torno do fogo, em contornos xamânicos, com lagosta, milho, carambola, peixe, ora-pro-nóbis, costela, tucupi preto e chocolate.
Ouvi pela primeira vez a expressão “warm data”, que mede a correlação dos elementos em termos econômicos, sociais, culturais e ambientais. A floresta depende da abelha, o mangue sustenta a pesca, o peixe alimenta o homem e cada ingrediente carrega o trabalho de toda a vida. Qualquer mudança ecoa no todo. Parece óbvio, mas o óbvio nem sempre é dito ou medido. Tudo faz mais sentido por lá.
Vera Saboya, pelo Instituto Bazzar. "}}],"version":"2.18.0"}
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