{"time":1774536080200,"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":" Os registros acadêmicos são poucos já que PANCs (plantas alimentícias não convencionais) são mesmo assim... esnobadas. Mas ninguém viria com um punhado disso na bagagem durante a longa viagem através do Atlântico se não fosse algo surpreendente.
Relatos orais de famílias de imigrantes italianos dizem que já se achava a planta no Brasil desde o século XIX. De um jeito ou de outro, o peixinho-da-horta navegou quintais acima, até chegar ao Rio de Janeiro.
O nome vem do gostinho de peixe que a folha tem quando empanada e frita, daí o batismo. E ainda por cima é perene, ou seja, teimosa. Cisma em brotar sozinha, ano após ano, sobrevivendo a invernos rigorosos ou grandes secas, com menos necessidade de replantar. Era uma espécie de “super trunfo” na bagagem.
Segundo a ONU, das 10 mil plantas comestíveis que o homem já usou para a alimentação, restaram hoje só umas 170. Para impedir que espécies sejam extintas, só precisamos.... comer.
No .Org (@orgbistro) os peixinhos vêm assim, mergulhados no copo. "}}],"version":"2.18.0"}
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